Em conformidade com o Despacho n.º 8368/2024, o Agrupamento de Escolas n.º 1 de Elvas irá adotar o regime de semestralidade a partir do ano letivo 2025/2026.
sexta-feira, 29 de agosto de 2025
terça-feira, 15 de julho de 2025
Biblioteca escolar aberta no intervalo da hora de almoço: Sim ou Não?
Possibilitar a abertura em horários alargados corresponde a garantir um acesso efetivo aos livros e às atividades promovidas pela biblioteca. Permitir que os alunos decidam livremente entrar na biblioteca nos intervalos respeita a sua autonomia, tornando a leitura uma escolha pessoal, não uma tarefa imposta.
O tempo disponível, a liberdade e a motivação intrínseca para visitar a biblioteca nos tempos de pausa letiva são cruciais porque podem ajudar a fomentar hábitos de leitura. Alguns autores evidenciam que crianças com acesso autónomo e frequente à biblioteca têm maior prazer na leitura. Bons leitores são, em geral, estudantes interessados e empenhados, o que constitui um sinal precursor do sucesso académico.
As bibliotecas incentivam hábitos de leitura, essenciais para a aprendizagem, para a compreensão dos conceitos, para o desenvolvimento do vocabulário, da escrita, da curiosidade, da imaginação e do sentido crítico.
Maximizar o acesso amplifica o valor educativo da biblioteca e oferece alternativas inclusivas para alunos que não têm atividades extraescolares ou outras oportunidades de lazer ou enriquecimento educativo. Isto é especialmente importante em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária, onde a escola é muitas vezes o principal local de socialização positiva e inclusiva e de acesso ao conhecimento e à cultura.
Além disso, manter a biblioteca aberta durante a hora de almoço garante um espaço educativo, com acompanhamento, onde os alunos após a refeição podem ocupar construtivamente o tempo livre com leituras, jogos educativos ou atividades orientadas.
Ampliar o tempo de acesso às bibliotecas escolares do 1º Ciclo do Ensino Básico é uma condição necessária para o garantir o direito à cultura e a uma educação de qualidade.
José Luís Carvalho
Professor do 1º Ciclo
domingo, 29 de junho de 2025
Adelaide Cabete - uma mulher à frente do seu tempo
Republicana convicta, feminista e defensora dos direitos das mulheres, fundou o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas em 1914, promovendo o voto feminino, a educação e a proteção da infância. Lutou pela criação de maternidades, pela licença de maternidade e pela melhoria das condições de vida das mulheres trabalhadoras.
Foi também ativista em várias causas sociais, incluindo o combate à prostituição e ao alcoolismo. Em Angola, continuou a sua missão médica e educativa. Usou a ciência como ferramenta de transformação social, defendendo a igualdade de género como base de uma sociedade mais justa e saudável.
Faleceu em Lisboa, a 19 de setembro de 1935. Em 1995, foi agraciada a título póstumo com a Medalha de Grande Oficial da Ordem da Liberdade, reconhecendo o seu legado humanista e feminista.
A sua vida foi um exemplo de coragem, altruísmo e dedicação ao bem comum, sendo hoje reconhecida como uma das grandes pioneiras da cidadania e dos direitos humanos em Portugal. (Rodrigues, Coelho, Brandão & Zholtsikava, 2023)
Por deliberação do Conselho Municipal de Educação de Elvas, o Agrupamento de Escolas nº1 de Elvas passa a designar-se Agrupamento Adelaide Cabete.
Vídeo de Maitê Proença sobre Adelaide Cabete:
Bibliografia:
Rodrigues, J., Coelho, A. B. D., Brandão, L. C., & Zholtsikava, V. (2023). Adelaide Cabete: uma pedra angular na construção da humanidade. European Review of Artistic Studies, 14(2), 87–104. https://doi.org/10.37334/eras.v14i2.297
sexta-feira, 27 de junho de 2025
Novos nomes para os Agrupamentos de Elvas
O Conselho Municipal de Educação de Elvas aprovou a nova designação dos três agrupamentos do concelho de Elvas. O Agrupamento nº1, com sede na Boa-Fé, passa a designar-se Agrupamento Adelaide Cabete; o nº 2 passa a chamar-se o Agrupamento Santa Luzia; e o nº 3 Agrupamento D. Sancho II.
quinta-feira, 26 de junho de 2025
Revista Perspetiva veio conhecer o projeto Ludorrecreios
Ontem, durante o intervalo da manhã, recebemos a visita de duas simpáticas jornalistas da revista digital "Perspetiva", a Ana Martins e Sónia Rodrigues, que vieram conhecer as atividades que desenvolvemos nos recreios.
Nós, os alunos do 3º ano, que fazemos parte da "Ludorrecreios Dance Company", atuámos para as jornalistas dançando a coreografia das canções Waka Waka This time for Africa e Follow The Leader Dance. Elas fizeram a seguinte reportagem:
https://www.perspetiva.com/regional/ludorrecreios-intervelos-que-educam-nas-escolas-de-elvas
Também publicaram muitas fotos no Facebook:
sábado, 21 de junho de 2025
Utilização do Telemóvel em Visitas de Estudo no 1º Ciclo: Sim ou Não?
Podem permitir que os alunos façam reportagens fotográficas,
áudio ou video das observações ou descobertas, podem permitir a consulta de
mapas ou a pesquisa de informação complementar sobre o que
estão a observar, podem ampliar a participação ativa e a motivação dos alunos através
do uso de aplicações educativas interativas ou desafios de exploração.
Neste caso, do meu ponto de vista, o telemóvel constitui uma
oportunidade educativa e, por isso, deve ser permitido e até
incentivado. O seu uso deve estar previsto no plano da visita, com objetivos
claros e tarefas específicas a concretizar pelos alunos. As tarefas devem ser
sempre acompanhadas pelos professores, que garantem o cumprimento das regras
definidas. Fora dos momentos planeados, os telemóveis devem estar guardados e silenciados.
Por outro lado, se o seu uso for efetuado indiscriminadamente
e sem regulação pode comprometer gravemente os objetivos e os resultados
pedagógicos da visita. O acesso incontrolado a jogos, vídeos ou redes sociais
podem desviar os alunos do foco da visita e do contacto com o espaço físico
visitado, podem isolar os alunos prejudicando a comunicação, a observação, a exploração,
a partilha e a socialização do grupo. Além disso, a troca de mensagens, chamadas
e videochamadas constantes com familiares e amigos distraem os alunos, impedem o
normal desenrolar da visita, enfraquecem a autonomia das crianças e dificultam a
gestão do grupo pelos professores.
Neste caso, na minha perspetiva, o telemóvel constitui um
problema educativo e, por isso, o seu uso deve ser restringido. Os encarregados
de educação devem ser informados acerca dos objetivos e das condições do uso do
telemóvel e sensibilizados para a importância de respeitar a autonomia dos alunos durante a
visita.
Em suma, a utilização do telemóvel por alunos do 1º Ciclo, especialmente no contexto de visitas de estudo, é um tema que requer reflexão pedagógica e uma definição clara de orientações. Quando bem integrado, orientado e supervisionado, o telemóvel pode ser uma mais-valia educativa, pode potenciar a aprendizagem e proporcionar experiências significativas. Pelo contrário, pode comprometer o valor pedagógico da visita. O telemóvel deve ser uma ferramenta ao serviço da aprendizagem, nunca um fim em si mesmo ou um mero entretenimento. Só dessa maneira a Escola estará a garantir a qualidade das experiências proporcionadas fora da sala de aula, a reforçar as competências curriculares, sociais e transversais, e a garantir a segurança e o bem-estar dos alunos.
José Luís Carvalho
Professor do 1º Ciclo




